...à rúcula.
Podemos fazer pesto com várias ervas aromáticas, a mais comum é o basilico, mas fiz esta com rúcula que é muito usada para este efeito.
Ingredientes.
100 gr de rúcula, 2 dentes de alho, 2 colheres de sopa de pinhões, 75 ml de azeite 25 gr de parmesão, sal e pimenta.
Dentro do almofariz colocar o alho, o sal, uns grãos de pimenta e os pinhões ligeiramente dourados no forno e moer. Juntar a rúcula aos poucos e moer. Quando a rúcula estiver moída adicionar o queijo. Juntar o azeite gota a gota até o incorporar ao preparado. Uma vez obtida a consistência do preparado adicionar o restante azeite em fio.
Em vez do almofariz pode utilizar um liquificador.
Pode reservar no frigorifico durante alguns dias.
"A cozinha é o mundo mais fascinante da casa, o mais colectivo, um espaço que reúne sobrevivência, prazer, refinamento e civilização". Nélida Piñon
domingo, 21 de abril de 2013
Crepes de couve recheada com ervas aromáticas..
A
couve recheada é um prato comum em muitos países do mundo principalmente os
Slavos. O tamanho do preparado e o recheio varia conforme o país. Em França a
chou farci é comum a várias regiões sendo as mais original a de
Poitou-Charentes.
Para
esta primeira experiência tomei como ponto de partida uma receita publicada no
site da revista marmiton. A receita é de origem irano-armeniana à qual aportei alguns
ingredientes e ao mesmo tempo enrolei a couve em forma de crepe. Com esta receita irei participar no passatempo http://maisumsobreculinaria.blogspot.fr/2013/04/6-aniversario-e-um-desafio.html
Ingredientes.
200
gr de cebola picada, 100 gr de arroz, 1 tomate, 200 gr de carne moída, 6 folhas
de couve verde, 10 cl de natas, água, azeite e sal q.b.
Da
minha parte adicionei um dente de alho, uma pitada de açafrão, piripiri, rás-al-hanot
e pimentão-doce.
Ervas
aromáticas.
Um
bom ramo de salsa, ½ de coentros, um pouco de cebolinho, duas folhas basilico e
duas de menta, tudo finamente picado.
Preparação.
Refogar
a cebola e o alho e adicionar o arroz. Envolver bem e deixar um pouco e juntar
o tomate limpo de pele e grainhas aos cubos, e a água em proporção duas vezes ao
arroz. De seguida juntar a carne moída. Temperar, envolver, tapar e cozer em
lume brando durante 12 minutos. Durante este tempo se adicionar uma ou duas
colheres de água quente ao preparo se achar necessário. No fim, adicionar as
ervas aromáticas mexer e reservar.
A
parte cozer as folhas da couve limpas do nervo central do talo, justo até estarem
ao dente, se preferir pode deixar cozer mais.
Depois
mete-se o recheio com uma colher de sopa no interior da couve e enrolasse
metendo os bordes laterais para dentro à medida que se enrola. Prende-se
com um palito.
No
fim coloca-las dentro numa panela com as natas e vai a cozer em lume muito brando durante
30 a 40 minutos, até as couves absorverem parte das natas e a restante
engrossar. Convém virar os crepes durante a cozedura.
E
pronto, servir quente com o molho da nata. Pode acrescentar um pouco de queijo parmesão ralado ou queijo da ilha, ou acompanhar com pesto.
domingo, 7 de abril de 2013
Cuscuz com molho à bolonhesa
Bem
isto foi tudo de enfiada, fiz o molho, e agora é pau para toda obra. Mas não
cedi à tentação de experimentar e ainda resta molho para outra experiencia.
Ingredientes
200
gr de cuscuz, 200 ml de água, sal, azeite e claro o molho.
Colocar
ao lume a água e temperada com sal. Medir ou pesar os cuscuz e verte-los dentro
de um recipiente. Ao levantar fervura despejar a água sobre os cuscuz mexer,
tapar e deixar que estes absorvam a água, 5 minutos.
Depois juntar o azeite e
com um garfo misturar bem. Devem ficar soltos e não demasiado engordurados.
Servir
quentes com o molho.
Curgete recheada com molho à bolonhesa.
A
receita do molho esta no post anterior.
Ingredientes
1
Curgete madura mas firme, queijo parmesão e molho à bolonhesa.
Preparação
A curgete é cortada ao meio longitudinalmente
e limpa de sementes com uma colher de sobremesa. Recheamos a cavidade com o
molho e levamos ao forno durante 30 minutos a 200º C. O ponto crítico é a
cozedura da curgete sem que ela perca a sua firmeza.
Servir
abundantemente salpicada com queijo parmesão.
É
uma boa entrada.
Carne à bolonhesa…
…ou molho à
bolonhesa.
Parece a mesma coisa, são duas coisas diferentes com algumas semelhanças. Como assim? Pois é, são as
contradições que surgem quando não conhecemos as bases. Carne à bolonhesa é a
receita de carne com molho de tomate. Molho à bolonhesa, é o molho de tomate
com carne; na primeira domina a carne e na segunda o tomate. Qual a melhor? As
duas para fins de gustativos diferentes.
Hoje
fiz pela primeira vez, a segunda, com algumas variações há receita, mas claro
que as modificações estão previstas nas leis da gastronomia.
Ingredientes para o molho à bolonhesa.
250
gr de carne vaca, 100 gr de bacon, 2 cebolas, 2 dentes de alho,450 gr de tomate
limpo, 1 dl de vinho tinto, 1 colher de café de concentrado de tomate, 4 folhas
de aipo, basilico seco e rosmaninho ao gosto, sal, pimenta e azeite q.b.
Preparação
Fazer
um refogado com a cebola e o alho durante cinco minutos. Adicionar o bacon e
pouco depois a carne. Envolver até a carne mudar de cor, de seguida adicionar o
tomate e evolver bem. Juntar o vinho e temperar. Deixar cozer até se dissipar o
cheiro do vinho, baixar o lume para médio baixo, tapar e deixar cozer. Mexer de
quando vez em. O tempo de cozedura depende de vários factores. Ir provando. No
fim da cozedura destapar para engrossar o molho.
sábado, 6 de abril de 2013
Carne de porco em cebolada e caril
L´cuisine
bouge toujours.
Inspirei-me
numa receita da minha mulher que a mãe lhe ensinou; bifinhos em cebolada. Não
me lembro em detalhe da receita delas, mas sei que era muito simples e
saborosa. Basicamente era a carne de porco destinada a fazer rojões cortada aos
cubos com cebola as rodelas e outros ingredientes tradicionais.
Mas
a cozinha mexe e muda a cada momento, a cada impulso inventivo, a cada necessidade
de prazer culinário, a cada mudança geracional, a cada época histórica; é isto
desde o paleolítico superior e hoje o planeta está rendido à culinária, atravessando
todas as classes sociais, mas em paralelo, a má nutrição mora ao lado.
Vamos
à receita.
Ingredientes
500
gr de carne de porco aos cubos (perna, mão), 250 gr de tomate limpo, 1 cebola
grande as meias luas, 3 dentes de alho, 2 dl de vinho branco, 1 folha de louro,
1 colher de sopa de caril, 2 hastes de tomilho fresco, alecrim seco, piri-piri,
pimentão doce, sal, azeite e água qb.
Preparação
É
preparado em frio. Dispor a cebola cortada as meias luas no fundo da panela, agregar
a carne, regar com o azeite e juntar os temperos, o vinho branco e envolver
bem. Adicionar a água sem cobrir a carne. Levar ao lume tapado até levantar
fervura e depois destapar durante uns minutos para o álcool do vinho se
evaporar. Baixar para lume médio e tapar. Trinta minutos bastam para cozer. Corrigir
os temperos e deixar repousar uns minutos antes de servir.
Acompanhei
com arroz. Mas com as sobras na refeição seguinte, fiz esparguete que fico
muito bom. Juntei água, ao levantar fervura, adicionei o esparguete, quando atingiu
o ponto “al dente” retirei do lume e deixei repousar uns instantes antes de
servir.
Vale
a pena repetir adicionando talvez leite de coco, ingrediente que acompanha
normalmente o caril.
sábado, 30 de março de 2013
O minestrone...
…e as
memórias da adolescência.
As
memórias que guardamos em adultos das diferentes etapas anteriores da vida são
responsáveis pelas decisões que tomamos, pelos estados mentais que temos e dos
gostos que defendemos.
No
início dos anos 70 em Venezuela, sim, a mesma onde o Chaves fez uma revolução
de 14 anos com o maravilhoso resultado final de 80 % da população a viver
abaixo do limite da pobreza, mas com comida, médico e tv, mas dizia, que via na
tv, a publicidade das sopas minestrone pronta a servir, das afamadas marcas
industriais que ainda hoje existem nas prateleiras. Não sei se alguma vez a
minha mãe a terá feito, melhor dito, terá misturado alguma sopa destas com água
quente numa panela, mas tenho boa memória e sei que não. No entanto, ficou a recordação
ao longo da vida e associo o minestrone a uma vida com qualidade, com
perspectivas e com crescimento económico. Pensaram alguns que vou anunciar aqui
uma poção mágica para contraria os dias que correm, não, irei só deixar uma
receita de minestrone feita a partir de várias consultas, mas como a comida tem
o poder de influenciar o espírito e estado anímico, quem sabe… não acredito em
bruxas, mas que as há, ah! Isso há.
Hoje
fiz e ficou muito boa, garanto-vos que sim; encorpada, com uma bela textura e
cor, sabor meio adocicado, quebrado pelo queijo, e pelos coentros picados, bem
nutriente e aqueceu-me os pés e o ânimo neste fim de Março frio. É fácil,
económica e rápida de fazer.
Ingredientes
1
Caldo de galinha diluído num litro de água, ½ alho francês finamente picado (só
a parte branca), 1 cenoura cortada em 4 longitudinalmente e depois picar
finamente, ½ cebola vermelha em meias luas, 2 ramos de aipo só o interior
branco, (guardar as folhas) 3 dentes de alho, 200 gr de tomate aos bocados com
a sua calda (neste caso utilizei de lata), 200 gr de feijão branco de lata t.b.,
200 gr de legumes de primavera optei por ultracongelado (ervilha, feijão verde,
cenoura mini, cebola), 1 batata vermelha aos cubos, 100 gr de bacon fumado
picado, 50 gr de massa cotovelinho, as folhas do aipo picadas, azeite, coentros
picados, sal e pimenta em grão e queijo parmesão ralado.
Preparação
Preparei
a mise en place, ou seja, tudo em cima da mesa preparado, separado e dentro de
recipientes; isto de gente fina é outra coisa.
Tacho
ao lume com um fio de azeite e legumes ao interior por esta ordem: cebola,
alho, cenoura, aipo, bacon e alho francês a refogar mas em lume lento e com o
testo no tacho justo para amolecerem. Logo adicionei o tomate em concassées,
aos bocados, e a batata aos cubos, as folhas do aipo picadas e envolvi. Poucos
instantes depois juntei um litro de caldo de galinha e deixei levantar fervura
durante uns minutos. Temperei e adicionei os legumes de primavera e a massa e
deixei cozer 20 minutos aproximadamente. Servi polvilhado com queijo parmesão e
coentros picados.
Posso dizer, sem reservas, que vale a pena.
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